Aqueles que convivem normalmente com os avós e estão habituados a visitá-los e ajudá-los em tudo, sabem que são uns fofinhos. São mesmo! Dão nos sempre - independentemente da idade - 10 euros para "comprar um geladinho", fazem sempre a nossa sobremesa preferida e, se tivermos a sorte de lá passar a noite, deixa-nos dormir para lá do meio-dia. Os meus avós, que mudaram recentemente de casa, até escolheram os sofás de acordo com uma dica de decoração minha e tudo!Claro que, 15 dias depois, tiveram de trocar os sofás, porque "tinham as costas esquisitas"... Enfim, o que interessa é que eles fazem tudo para mostrar que gostam de nós. Incluindo dizer-nos frases de profundidade e coerência duvidosas, que nos devem fazer pensar acerca da nossa atitude na vida, tais como: "Nunca dês um passo maior que a perna!" e "Pensa, quem pensa que pode!". Ok. Admito que nem todos os avós digam estas coisas, mas o meu diz, e acredito que se as estrelas de comédias românticas tivessem avós, eram como o meu avô S..
O meu avô, tal como todos os outros, suponho eu, é velho. E ser velho é complicado, especialmente porque começamos a ficar mais exigentes e a queixar-nos de tudo, nomeadamente do tempo: "Tem estado muito mau, é uma chatice!" e acrescenta a minha avó: "Nem dá para secar a roupa!". Bom, ao fim de alguns entreolhares, lá decidimos que eles precisavam de uma máquina de secar a roupa. Fomos comprá-la e quando a instalámos, explicámos o seu funcionamento:
Nós: - Põe-se a roupa no tambor, carrega-se neste botão, roda-se o outro e a água que sai da roupa acumula-se neste reservatório em baixo. Percebido 'vó?
Avó O.: - Sim, claro!
Nós: - Percebido 'vô?
Avô S.: Sim!Portanto, põe-se a água no reservatório...Ahn, e depois?
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